domingo, 30 de março de 2014

Muitos Mestres: Sharihotsu(Shariputra), o sábio.



Um dos dez grandes discípulos de Buda Shakyamuni, conhecido sobretudo por sua sabedoria. Shariputra (ou Sharihotsu em japônes) significa "filho de Shari" ( Shariwas sua mãe) . Shariputra também é conhecido como Upatishya ( Pali Upatissa ).  Nascido em uma família Brahman em Nalaka nos subúrbios de Rajagriha, a capital de Magadha , ele era um amigo próximo de Maudgalyayana (que tambem se tornaria discipulo Sakyamuni) desde a infância .  Juntos, eles tinham-se tornado  seguidores de Sanjaya Belatthiputta , asceta indiano. 
Não muito tempo depois Shakyamuni atingiu a iluminação, Shariputra atendeu Ashvajit (um discípulo mais antigo de Sakyamuni) , em Rajagriha . Ashvajit lhe ensinou sobre a lei da causalidade, e Shariputra ficou tão impressionado com a implicação desta doutrina e pela explicacao de Ashvajit que ele se tornou discípulo de Sakyamuni .
 Maudgalyayana seguiu seu amigo na Ordem Budista , e os dois trouxeram outros 250 discípulos de Sanjaya com eles. Desde muito cedo na vida de pregação de Sakyamuni , ambos foram contados pelo Buda como seus principais discípulos. Shariputra , em particular, foi estimado pelo Buda tão bem a ponto de ser considerado por ele como seu sucessor. Porem ele ficou doente e morreu alguns meses antes de Sakyamuni em sua aldeia natal Nalaka.  
No Sutra de Lótus , sozinho Shariputra constitui o primeiro dos três grupos de ouvintes ter a ter entendido o ensinamento do Buda , pois ele entendeu a intenção do Buda em ouvi-lo pregar o verdadeiro aspecto de todos os fenômenos nos "Meios " ( segundo capítulo do sutra).  E no  terceiro capítulo "metáforas e parábolas ", Sakyamuni prevê que ele vai em uma existência futura tornar-se um Buda chamado "Flor brilhante".

sábado, 29 de março de 2014

Pedras do Budismo: Nirvana, Satori ou simplesmente... estado de buda.

Nirvana (Sânscrito: निर्वाण; Pāli: निब्बान; Prácrito: णिव्वाण) ou Satori (japones: 悟り?) (悟 chinêswù ; coreano 오) é um termo budista para iluminação.
Seria a superação do apego aos sentidos, do material e da ignorância; tanto como a superação da existência, a pureza e a transgressão do físico, e compreenção da natureza que nos cerca (inclusive o significado para satori é compreenção).
É algumas vezes livremente tratada como sinônimo do japones Kensho, mas Kensho refere-se à primeira percepção da Natureza Búdica ou Verdadeira Natureza, algumas vezes conhecida como "acordar". Diferentemente do kensho, que não é um estado permanente de iluminação mas uma visão clara da natureza última da existência, o satori refere-se a um estado de iluminação mais profundo e duradouro.
É costume portanto utilizar-se a palavra satori, ao invés de kensho, quando referindo-se aos estados de iluminação do Buda e dos Patriarcas.
Siddhartha Gautama(Sakyamuni), o descreveu como um estado de calma, paz, pureza de pensamentos, libertação, transgressão física e de pensamentos, a elevação espiritual, e o acordar à realidade. O Hinduísmo também usa Nirvana como um sinônimo para suas ideias de moksha e fala-se a respeito em vários textos hindus tântricos, bem como na Bhagavad Gita. Os conceitos hindus e budistas de Nirvana "não devem ser considerados equivalentes".

Com esse estado de liberação, quebra-se a roda do samsara, interrompendo o processo de contínuos renascimentos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Contos Zen: A Rocha



O aluno perguntou ao Mestre :

- Como me torno o maior dos guerreiros ?
- Vá atrás daquelas colina e insulte a rocha que se encontra no meio da planície.
- Mas para que, se ela não vai me responder ?
- Então golpeie-a com a tua espada.
- Mas minha espada se quebrará !
- Então agrida-a com tuas próprias mãos.
- Assim eu vou machucar minhas mãos ... E também não foi isso que eu perguntei. O que eu queria saber era como que eu faço para me tornar o maior dos guerreiros.
- O maior dos guerreiros e aquele que é como a rocha, não liga para insultos nem provocações, mas está sempre pronto para desvencilhar qualquer ataque do inimigo

Curiosidade: A pedra dourada de Buda



Equilibrada precariamente na borda do Monte Kyaiktiyo em Myanmar, uma enorme pedra de granito de 7 metros de altura permanece desafiando a gravidade desde os tempos mais remotos.

Conhecida como a Pedra Dourada de Buda, a rocha virou símbolo e local de peregrinação para os adeptos do budismo. Muitos budistas acreditam que aquele que visitar o templo de Kyaiktiyo e a pedra dourada três vezes durante o mesmo ano, será abençoado com riqueza e reconhecimento de sua bondade.
A pedra é totalmente folheada à ouro e apóia-se perigosamente na borda do penhasco de forma tão inacreditável, que muitos pensam que ela é ligada à base de alguma maneira. Mas, numa observação mais cuidadosa é possível confirmar que são duas rochas diferentes.

À medida que o país vai se abrindo para o mundo, mais peregrinos fazem a viagem para conhecer este lugar especial. Diz-se que apenas o vislumbre da Pedra Dourada desafiando constantemente a gravidade, traz inspiração suficiente para uma pessoa se converter ao budismo.

sábado, 15 de março de 2014

Pedras do Budismo: Impermanência


Anicca (traduzido do páli, "impermanência". Lê-se /anit-txá/.1 ) é um dos conceitos essenciais para a descrição do universo segundo o budismo (junto com dukkha e anatta, compõe as três marcas da existência). Diz respeito à constante mutação de todas as coisas que compõe o universo. Compreender a impermanência é de extrema importância dentro do contexto budista. Assim como as quatro nobres verdades são reconhecidas por todas as escolas budistas, a impermanência é um ensinamento presente em todas as linhagens.

Tudo nesta existência é passageiro, situações economicas boas ou ruins, estados emocionais de alegria ou tristeza, e mesmo nossa vida material, Tudo esta sempre em mutação.
Após uma noite escura sempre surgirá um iluminado dia.
O conceito de impermanência é central para os ensinamentos budistas . É , tornando-se ciente de que, por observá-lo e com o entendimento deste , pode-se encontrar uma solução adequada para a tristeza da vida humana.


Um video que retrata muito bem o principio da impermanência (Enigma - Return to Innocence)

sexta-feira, 14 de março de 2014

Budismo Nichiren: Daimoku

Daimoku (題目) é o termo utilizado para se referir ao Mantra Sagrado Nam-Myoho-Rengue-Kyo (南無妙法蓮華経), mantra do budismo de Nichiiren sem ter que pronunciá-lo. Ao pé da letra "Daimoku" significa "O Título" ou seja, o título do Sutra Lótus, que é Myouhourenguekyou, acrescido do prefixo de devoção incondicional "Namu".

Segundo os ensinamentos de Nitiren DaiShonin, através da recitação deste mantra Namu myo hou rengue kyo nossa vida entra em ritmo com o universo e através dessa harmonia, desperta-se a Natureza de Buda, onde pode-se estabelecer uma forte identidade que não será abalada por nenhuma dificuldade.

No pensamento desta linha de budismo, existe a felicidade relativa, que é aquela obtida através da satisfação de um desejo ou da eliminação de um sofrimento, e a felicidade absoluta, aquela que surge da própria vida da pessoa, não causada pelas situações exteriores. O objetivo da recitação do Daimoku é construir uma vida que não seja derrotada pelos obstáculos, e que tais obstáculos sejam uma oportunidade para o crescimento, ou seja, para o alcance da felicidade absoluta.
A palavra Daimoku significa "título", e refere-se ao nam-myoho-rengue-kyo, como sendo o título do Sutra de Lótus. Nitiren revelou para a humanidade que ao recitar o título do Sutra de Lótus (Daimoku), está incorporado a recitação de todos os seus 28 capítulos.
Assim, sob o ponto de vista do significado literal, o Nam-myoho-rengue-kyo abrange todas as leis, toda a matéria e todas as formas de vida existentes no universo. Se o expandirmos ao espaço ilimitado, é o mesmo que a vida do universo, e se o condensarmos ao espaço ilimitado, é igual à vida individual dos seres humanos. No entanto, esta idéia é superficial, pois a mera tradução dos caracteres não expõe a profundidade da Lei Mística em sua totalidade.

Contos Zen: Sutra da montanha


Um dos monges do mestre Gasan visitou a universidade em Tokyo. Quando ele retornou, ele perguntou ao mestre se ele jamais tinha lido a Bíblia Cristã.

- Não - Gasan replicou - Por favor leia algo dela para mim.


O monge abriu a Bíblia no Sermão da Montanha em São Mateus, e começou a ler. Após a leitura das palavras de Cristo sobre os lírios no campo, ele parou. Mestre Gasan ficou em silêncio por muito tempo.


- Quem quer que proferiu estas palavras é um ser iluminado. O que você leu para mim é a essência de tudo o que eu tenho estado tentando ensinar a vocês aqui.